A forma como penso.
Um CEO me disse uma vez que já sabia qual era o problema da empresa dele. Só queria que eu confirmasse.
Eu não confirmei.
Não porque ele estivesse errado. Porque ele estava olhando para o sintoma com a mesma certeza de quem olha para a causa.
Esta página é sobre o que acontece nesse intervalo.

A tese
Nenhuma empresa quebra de surpresa.
A crise sempre dá sinal. Só que o sinal raramente aparece onde a gente está olhando.
Quando ele chega no número, já passou por muita coisa antes. Por uma decisão tomada às pressas. Por um líder que parou de ter autonomia. Por uma relação que azedou e ninguém nomeou.
O número é o último a saber.
Os princípios
A pergunta vem antes da resposta.
Sintoma não é causa, por mais que se pareçam.
Decisão é o que uma empresa de fato produz. O resto é consequência.
Entender a realidade não é uma etapa do trabalho. É o trabalho.
A investigação
Minha formação em psicologia organizacional me ensinou a ler o que não aparece no organograma: decisões, relações, silêncios, padrões e tensões.
Número você lê na planilha. Decisão, liderança e relação você só lê se souber onde olhar.
É o que eu faço antes de propor qualquer coisa. Eu investigo. Leio a empresa por dentro, do jeito que ela funciona de verdade, não do jeito que o cargo no papel sugere.
Só depois disso é que existe caminho.

Minha trajetória
Comecei cedo, ainda antes dos 30, liderando estrutura e gente dentro de multinacional.
Cuidei da organização e das pessoas da Huawei no Rio de Janeiro. Depois montei, do zero, a área que cuidava de gente e estrutura no Centro de Pesquisa da EMC Dell, dentro do Parque Tecnológico da UFRJ. A Dell foi a minha última cadeira como funcionária.
Foram anos dentro de empresas de tecnologia que escalam rápido. Como psicóloga, eu enxergava o que os números não mostravam: o que sustenta uma operação que cresce, e o que faz uma empresa boa virar uma empresa cansada.
Em 2017 saí para empreender e abri a minha própria consultoria. Virei empresária e passei a viver, do meu lado da mesa, a mesma decisão que antes eu só assessorava.
São 22 anos somando esses dois pontos de vista: o de quem operou por dentro e o de quem hoje conduz por fora.
Durante boa parte desse caminho eu entregava solução pronta. Era o que se esperava de mim, e eu era boa nisso.
Até perceber que a solução certa para o problema errado não resolve nada. Só adia.
Foi aí que parei de vender resposta. E comecei a investigar a pergunta.
Além da consultoria
Esses anos viraram também palco e sala de aula.
Sou palestrante e treinadora. E em toda sala eu levo a mesma ideia que carrego desde o começo: empresa é gente trabalhando com gente para resolver problema de gente.
Quando você entende isso de verdade, para de tratar gente e estrutura como detalhe operacional. Passa a tratar como o que de fato são: a base de quase toda decisão que define o futuro do negócio.

Os livros
Parte do que aprendi virou papel, em duas obras escritas a quatro mãos.
2020 · Co-autora
Jornada Ágil de Liderança
Um guia prático para quem precisa liderar em ambiente de mudança constante sem perder a equipe no caminho.
Ver na Amazon2021 · Co-autora
Jornada RH Ágil
Como fazer o RH operar como área estratégica, e não como departamento que só carimba papel.
Ver na Amazon
No que acredito
A qualidade de uma empresa é a qualidade das decisões que ela toma.
Isso não dá para terceirizar. Dá para ampliar.
Minha missão não é te dar a resposta. É te fazer enxergar a realidade com clareza suficiente para encontrar a sua.
Se essa forma de pensar conversa com o momento da sua empresa, é melhor a gente conversar do que escrever.
Agendar uma Conversa EstratégicaFormação
Psicóloga pela IBMR, com foco em comportamento organizacional. MBA em gestão de negócios pelo IBMEC. A combinação de psicologia e negócio é o que sustenta a forma como eu leio uma empresa. Porque o que decide um trabalho não é o diploma. É a forma de pensar.